Um pouco de história

Desde suas primeiras construções, projetadas pelo visionário e espirituoso engenheiro e consultor internacional, Alberto Collier de Andréa, saudoso pai da proprietária, o sítio foi pioneiro na utilização de tijolos ecológicos e sistema biodigestor.  

 

Apaixonado pela mata e crente na necessidade de contribuir com o processo de sua propagação viu no novo código florestal uma oportunidade. Confiante o sr Alberto, utilizando seu expertise profissional, desenvolveu cuidadosamente e sistematizou toda a produção de mudas e sementes estruturando um viveiro de mudas eficiente com mais de 110 espécimes catalogadas.

Durante 12 anos dos seus 15 anos de funcionamento o "Recanto na Mata" também serviu de campo de estudos para os alunos da pós graduação do curso de Ciências Florestais da ESALQ. Sob orientação do professor emérito Paulo Yoshio Kageyama, o trabalho de pesquisa de uma de suas alunas - "Chuva de Sementes" foi premiado no exterior.

De papo fácil, o animado e hospitaleiro Alberto adentrava a madrugada enluarada entre amigos e familiares se divertindo com causos e com os vários animais de criação e selvagens que circulavam livremente o local. Piadista ele batizava os bichinhos com nomes que, segundo avaliava, refletiam a personalidade de cada um deles.

O Aberto cultivou nesse espaço o bem viver, a reflexão e o ouvido atento os muitos pássaros, raros inclusive que acabaram por atrair a atenção da equipe de jornalismo do "Terra da Gente" e de outros observadores que os fotografaram e filmaram.  

 

Apesar de ter apostado no projeto e colocado sua intencionalidade e seu coração, acabou por não conseguir alcançar seus objetivos e fazer o viveiro prosperar. Lamentava a falta de compromisso dos órgãos responsáveis em fazer valer as leis ambientais mas mesmo assim deixou as sementes do amor a natureza, da esperança e do idealismo no coração de suas filhas e neto. 


No caso da idealizadora do que hoje se tornou o Dharma Forest Brazil, permanece o desejo e o compromisso com a constante transformação desse berço de sementes de matrizes raras e refúgio de animais silvestres em direção a realização de seu propósito original: transformar o viveiro em modelo para visitação e educação ambiental além de fornecer mudas raras para engorda e troca de sementes para recuperação da biodiversidade e de áreas desmatadas por meio de plantios organizados pela iniciativa pública, privada e pelo engajamento social consciente.